Sapezal fecha protocolo que vai padronizar atendimento a crianças vítimas ou testemunhas de violência

Documento foi finalizado nesta quarta-feira (4) e passa a valer após publicação; próximo passo é capacitar toda a rede de proteção do município.

Por

WhatsApp
Grupo de servidores sentados em círculo em uma sala, com um homem de camisa branca em pé falando no centro, durante encontro em Sapezal

Integrantes do comitê reunidos durante a etapa presencial de construção do protocolo, em Sapezal — Foto: Prefeitura de Sapezal

A Prefeitura de Sapezal finalizou nesta quarta-feira (4) o protocolo que vai definir como os serviços do município devem atender crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. O documento será publicado em breve e só passa a valer depois disso.

O chamado Fluxo e Protocolo de Atendimento estabelece as etapas e a responsabilidade de cada setor quando surge um caso de violência envolvendo menores. A ideia é que a vítima seja acolhida de forma mais segura e não precise repetir o relato várias vezes para diferentes órgãos, o que os especialistas chamam de revitimização.

O texto foi construído por um comitê municipal criado pela Portaria nº 923/2026, coordenado pela Secretaria Municipal da Família, Assistência Social e Cidadania. Nos dias 22 e 23 de outubro, os integrantes participaram de uma etapa presencial em que fizeram:

• diagnóstico dos serviços que já existem no município;
• alinhamento dos procedimentos entre os setores;
• capacitação sobre a legislação;
• criação de formulários e instrumentos padronizados.

Grupo de servidores sentados em círculo em uma sala, com um homem de camisa branca em pé falando no centro, durante encontro em Sapezal
Integrantes do comitê reunidos durante a etapa presencial de construção do protocolo, em Sapezal — Foto: Prefeitura de Sapezal

O trabalho teve assessoria técnica de Marilei Aparecida Bahnert e Isaías Alves da Costa. Na reunião on-line desta quarta, o comitê fechou a versão final do documento.

Depois da publicação, a Prefeitura vai promover uma formação para toda a rede de proteção do município, para apresentar o fluxo e orientar os profissionais sobre como agir no acolhimento, no atendimento e no acompanhamento desses casos.

Protocolos como esse seguem a Lei nº 13.431/2017, que criou o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência e prevê a escuta especializada e o depoimento especial, para evitar que o menor seja exposto a novos traumas durante o atendimento.

Leia também:
• Sapezal faz conferência na sexta para definir propostas para crianças e adolescentes; inscrição é por QR Code

Com informações da Prefeitura de Sapezal

>>> Leia mais matérias sobre Sapezal. Clique aqui!

Mais notícias de Sapezal

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *