Família começa do zero e transforma chácara em Tangará com milho-verde que abastece escolas

Em seis anos, casal construiu casa, estufas e irrigação, comprou trator e drone e vende a produção em feiras e para escolas de Tangará e Nova Olímpia.

Por

WhatsApp
Casal e dois filhos sorriem no meio de plantação de milho, sob céu azul

Marinéia e José com os filhos na plantação de milho-verde da chácara, em Tangará da Serra — Foto: Senar-MT

Quando Marinéia da Silva Souza e José Francisco de Souza chegaram à Chácara Pedacinho do Céu, na comunidade Nossa Senhora Aparecida, em Tangará da Serra, há seis anos, não havia casa, estufa nem irrigação. Hoje, a propriedade produz milho-verde que é vendido em feiras e vai para a merenda de escolas de Tangará da Serra e Nova Olímpia.

O casal veio de Nova Olímpia. Filha de agricultor, Marinéia já plantava hortaliças para vender na feira. Quando José deixou o emprego em uma fazenda, os dois resolveram investir na própria produção.

“Quando a gente chegou aqui, não tinha nem casa, não tinha nada. Foi tudo do zero: a casa, as estufas e a irrigação, fomos nós que fizemos. A nossa situação financeira melhorou muito”, conta Marinéia.

Do pouco de tudo ao milho-verde

No começo, a família plantava de tudo um pouco: milho, feijão-de-corda, abobrinha, pepino, jiló, maxixe, cheiro-verde e alface. Com o tempo, a produção se concentrou no milho-verde, que hoje é a principal fonte de renda.

O dinheiro das vendas foi reinvestido na chácara. Assim, a família ampliou a área plantada e comprou estufas, um trator, um drone e um veículo para fazer as entregas.

Desde que conheceu o trabalho pela irmã, Marinéia recebe a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT). A técnica de campo Jeniffer Bastos acompanha a propriedade e ajuda nas decisões sobre época de plantio, escolha das sementes, adubação, controle de pragas e doenças e nas contas da chácara.

“Nós entramos para lapidar o que eles já sabiam. O resultado foi um ganho significativo de produtividade”, afirma a técnica.

Os filhos ajudam

Os dois filhos mais velhos do casal, de 13 e 11 anos, ajudam a lavar e embalar o milho. Parte da produção chega às escolas onde eles estudam.

“A gente vê que eles alimentam lá na escola e consomem o mesmo produto que eles produzem”, diz José. Segundo ele, a ideia é ensinar o trabalho aos filhos para que, se quiserem, continuem o negócio da família no futuro.

O que é a ATeG

A Assistência Técnica e Gerencial é um programa do Senar que leva técnicos de campo às propriedades rurais, de forma gratuita, para acompanhar a produção e a gestão do negócio.

Com informações do Senar-MT

>>> Leia mais matérias sobre Tangará da Serra. Clique aqui!

Mais notícias de Tangará da Serra

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *