Cerca de dez catadores que retiram materiais recicláveis do lixão de Brasnorte foram orientados a parar o trabalho imediatamente por causa de uma notificação do Ministério Público. A situação foi levada à Câmara de Brasnorte, que informou nesta quarta-feira (4) que os vereadores Willian Braz e Dioclécio Manico vão acompanhar o caso.
Os dois se reuniram com os trabalhadores, que separam e vendem o material reciclável e sustentam com isso cerca de dez famílias. A principal dúvida do grupo era se ainda poderia retirar do lixão o material que já estava separado e armazenado.
Segundo Willian Braz, depois de conversar com o secretário responsável pela área, ficou acertado que esse material poderá ser retirado e entregue aos compradores. O nome do secretário não foi informado pela Câmara.
Na tribuna, o vereador defendeu uma solução que mantenha a renda dos catadores dentro da lei. “Precisamos encontrar um caminho que respeite as determinações dos órgãos competentes”, afirmou.

Os vereadores também lembraram o custo do lixo para o município. Brasnorte paga por tonelada para enviar os resíduos a Novo Horizonte do Norte, e, segundo eles, quanto mais material for reciclado, menor o volume transportado e o gasto da Prefeitura. Os valores pagos não foram divulgados.
A Câmara não informou qual promotoria emitiu a notificação nem o que exatamente ela determina. Os vereadores disseram que vão conversar com a administração municipal e com os órgãos envolvidos para tentar adequar a atividade às exigências legais e ambientais.
Com informações da Câmara de Brasnorte






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