Indígenas de Campo Novo e Brasnorte estão na lista da Forbes das 100 mulheres mais poderosas do agro

Sete mulheres com atuação em Mato Grosso foram escolhidas, entre elas uma agrônoma Haliti-Paresi e a presidente da Fundação Amaggi, criada em Sapezal.

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Mulher indígena de boné e camisa polo branca em pé no meio de uma lavoura de soja verde

Engenheira agrônoma Maria Cecília Zenezokemaero, do povo Haliti-Paresi, em lavoura de soja — Foto: Reprodução

Uma engenheira agrônoma Haliti-Paresi de Campo Novo do Parecis e uma liderança indígena de Brasnorte estão entre as sete mulheres com atuação em Mato Grosso incluídas na lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, da Forbes Agro. A segunda edição do levantamento foi publicada na última quinta-feira (15).

As representantes de Mato Grosso são:

• Belisa Souza Maggi, presidente da Fundação Amaggi
• Carmen Perez, pecuarista e referência em bem-estar animal
• Geni Caline Schenkel, fundadora do Movimento Agroligadas
• Maria Cecília Zenezokemaero, engenheira agrônoma indígena de Campo Novo do Parecis
• Mônica Marchett, empresária rural
• Natália Martins, pecuarista
• Neiriane Taerik, liderança indígena de Brasnorte

Ilustração em preto e branco com os retratos das sete mulheres de Mato Grosso incluídas na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro da Forbes
As sete mulheres com atuação em Mato Grosso incluídas na lista das 100 Mulheres Poderosas do Agro — Ilustração: Forbes Agro

A revista avaliou três pontos: o poder de decisão sobre recursos e negócios, o impacto na atividade produtiva e a capacidade de influenciar e mobilizar outras pessoas.

Agrônoma Haliti-Paresi

Maria Cecília Zenezokemaero é do povo Haliti-Paresi e foi a primeira mulher de sua aldeia a se formar em Engenharia Agronômica. Ela presta assistência técnica a lavouras de algodão e divulga os conhecimentos e as práticas agrícolas da comunidade, em Campo Novo do Parecis.

O território Paresi produz soja, milho, feijão e gergelim. Segundo o perfil publicado pela Forbes, a comunidade cultiva 17 mil hectares, cerca de 1% de suas terras, e divide a renda das lavouras igualmente entre as famílias.

Castanha em Brasnorte

Neiriane Taerik, de 26 anos, é a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, na Terra Indígena Erikpatsa, em Brasnorte. Ela organiza mulheres indígenas que trabalham no beneficiamento da castanha-do-brasil.

O grupo tem 16 mulheres e faz parte de uma iniciativa de bioeconomia que envolve 12 aldeias. Entre 2024 e 2025, elas venderam 2,5 toneladas de castanha beneficiada. A iniciativa integra o projeto Biodiverso, que quer ampliar a produção, gerar renda nas comunidades e ajudar a conservar a floresta.

As outras escolhidas

Belisa Souza Maggi preside a Fundação Amaggi, braço social do grupo da família. Neta dos fundadores André e Lucia Maggi, ela é acionista do conglomerado e sócia-administradora da Agropecuária Pirapora. A fundação foi criada em 1997, em Sapezal, e mantém projetos sociais nas cidades onde o grupo atua.

Carmen Perez se destacou pelo manejo animal e pela gestão de equipes na Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana. Ela criou o curso Rebanho de Valor e o projeto “Quando Ouvi a Voz da Terra”, que virou documentário e websérie.

Geni Caline Schenkel fundou o Movimento Agroligadas em 2018, em Campo Verde, para aproximar o agronegócio da população da cidade. O grupo, que começou com algumas mulheres, hoje reúne cerca de 3 mil participantes em 100 cidades de 24 estados.

Mônica Marchett é pecuarista e diretora de marketing da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). À frente do Grupo Mônica, ela levou os negócios da família para a pecuária e para a integração lavoura-pecuária-floresta. O grupo atua em cerca de 70 mil hectares no Brasil e na Bolívia, com aproximadamente 25 mil cabeças de gado.

Natália Martins é da sexta geração de uma família de criadores e cuida da gestão financeira e comercial da Fazenda Camparino, em Cáceres, que também cria cavalos Quarto de Milha. Depois da morte do avô, José Humberto Vilela Martins, em agosto, ela passou a divulgar nas redes sociais os ensinamentos dele no projeto “Zezão Responde”.

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Com informações da Forbes Agro

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