Uma engenheira agrônoma Haliti-Paresi de Campo Novo do Parecis e uma liderança indígena de Brasnorte estão entre as sete mulheres com atuação em Mato Grosso incluídas na lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, da Forbes Agro. A segunda edição do levantamento foi publicada na última quinta-feira (15).
As representantes de Mato Grosso são:
• Belisa Souza Maggi, presidente da Fundação Amaggi
• Carmen Perez, pecuarista e referência em bem-estar animal
• Geni Caline Schenkel, fundadora do Movimento Agroligadas
• Maria Cecília Zenezokemaero, engenheira agrônoma indígena de Campo Novo do Parecis
• Mônica Marchett, empresária rural
• Natália Martins, pecuarista
• Neiriane Taerik, liderança indígena de Brasnorte

A revista avaliou três pontos: o poder de decisão sobre recursos e negócios, o impacto na atividade produtiva e a capacidade de influenciar e mobilizar outras pessoas.
Agrônoma Haliti-Paresi
Maria Cecília Zenezokemaero é do povo Haliti-Paresi e foi a primeira mulher de sua aldeia a se formar em Engenharia Agronômica. Ela presta assistência técnica a lavouras de algodão e divulga os conhecimentos e as práticas agrícolas da comunidade, em Campo Novo do Parecis.
O território Paresi produz soja, milho, feijão e gergelim. Segundo o perfil publicado pela Forbes, a comunidade cultiva 17 mil hectares, cerca de 1% de suas terras, e divide a renda das lavouras igualmente entre as famílias.
Castanha em Brasnorte
Neiriane Taerik, de 26 anos, é a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, na Terra Indígena Erikpatsa, em Brasnorte. Ela organiza mulheres indígenas que trabalham no beneficiamento da castanha-do-brasil.
O grupo tem 16 mulheres e faz parte de uma iniciativa de bioeconomia que envolve 12 aldeias. Entre 2024 e 2025, elas venderam 2,5 toneladas de castanha beneficiada. A iniciativa integra o projeto Biodiverso, que quer ampliar a produção, gerar renda nas comunidades e ajudar a conservar a floresta.
As outras escolhidas
Belisa Souza Maggi preside a Fundação Amaggi, braço social do grupo da família. Neta dos fundadores André e Lucia Maggi, ela é acionista do conglomerado e sócia-administradora da Agropecuária Pirapora. A fundação foi criada em 1997, em Sapezal, e mantém projetos sociais nas cidades onde o grupo atua.
Carmen Perez se destacou pelo manejo animal e pela gestão de equipes na Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana. Ela criou o curso Rebanho de Valor e o projeto “Quando Ouvi a Voz da Terra”, que virou documentário e websérie.
Geni Caline Schenkel fundou o Movimento Agroligadas em 2018, em Campo Verde, para aproximar o agronegócio da população da cidade. O grupo, que começou com algumas mulheres, hoje reúne cerca de 3 mil participantes em 100 cidades de 24 estados.
Mônica Marchett é pecuarista e diretora de marketing da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). À frente do Grupo Mônica, ela levou os negócios da família para a pecuária e para a integração lavoura-pecuária-floresta. O grupo atua em cerca de 70 mil hectares no Brasil e na Bolívia, com aproximadamente 25 mil cabeças de gado.
Natália Martins é da sexta geração de uma família de criadores e cuida da gestão financeira e comercial da Fazenda Camparino, em Cáceres, que também cria cavalos Quarto de Milha. Depois da morte do avô, José Humberto Vilela Martins, em agosto, ela passou a divulgar nas redes sociais os ensinamentos dele no projeto “Zezão Responde”.
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Com informações da Forbes Agro
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